São Paulo - O dólar esboçou uma realização de lucros mais cedo, mas o movimento não se sustentou e a moeda voltava a operar em território positivo ante o real, a despeito de indicadores norte-americanos terem esvaziado as apostas de aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve na próxima semana.
"O mercado está muito volátil, digerindo muitas informações", comentou o diretor de operações corretora Mirae Asset, Pablo Spyer.
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Às 11:10, o dólar subia 0,25 por cento, a 3,3515 reais na venda. Na mínima da sessão, o dólar marcou 3,3125 reais e, na máxima, 3,3681 reais.
O dólar futuro subia 0,19 por cento. A moeda chegou a abrir em baixa mas passou a oscilar entre altas e baixas até se firmar um pouco mais em alta, em meio a movimentos técnicos e com investidores aproveitando os preços mais baixos para se posicionar, bem como encerrar posições vendidas para reduzir ou zerar perdas.
A pressão no mercado futuro também influenciava a cotação à vista.
"Se o preço ficar acima de 3,36 reais, que é um ponto forte de resistência no futuro, a pressão compradora no dólar à vista aumenta", disse um operador de uma corretora paulista para justificar a pressão compradora no meio da manhã.
O comportamento da moeda acabou ignorando os dados da economia dos EUA, que, na média vieram piores.
Após a divulgação dos números, diminuíram as probabilidades de aumento da taxa de juros implicadas nos Fed Funds.
Segundo o operador, no próximo encontro as chances estão agora em 88,6 por cento para manutenção.
De acordo com Pablo Spyer, em novembro a chance de alta de juro nos EUA está em 25 por cento e, em dezembro, de 50,1 por cento.
A produção industrial dos EUA caiu 0,4 por cento em agosto ante julho, pior que a projeção de recuo de 0,3 por cento capturada por pesquisa Reuters.
As vendas no varejo nos EUA caíram mais do que o esperado no mês passado, 0,3 por cento, ante previsão de recuo de 0,1 por cento e após alta de 0,1 por cento em julho.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 1 mil, para 260 mil em dados ajustados sazonalmente na semana encerrada em 10 de setembro, informou o Departamento do Trabalho.
Economistas consultados pela Reuters projetavam que os pedidos chegassem a 265 mil.
O desempenho do petróleo também está sendo acompanhado de perto pelos investidores, que aguardam ainda para esta quinta-feira pronunciamento do ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva após ter sido denunciado no âmbito da Lava Jato, na quarta-feira.
"A fala de Lula também pode adicionar volatilidade aos negócios", acrescentou Spyer.
O Banco Central vendeu nesta manhã todo o lote de 5 mil contratos de swap cambial reverso.
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